Curta esse curta: cinema universitário em festival de SP

Por Carolina Costa Giovanna Patelli e Lucas Goldstein

Imagem

São Paulo sedia o 24º Festival Internacional de Curtas Metragens entre os dias 22 e 30 de Agosto. A programação conta com mostra Internacional, Latino Americana, entre outros eventos. Parte da programação do evento é dedicada ao cinema universitário: a mostra Cinema em Curso e a Noite de Kino (ver abaixo). A primeira é uma mostra que reúne produções audiovisuais de escolas do estado de São Paulo: são 15 filmes no total que concorrem ao Prêmio Revelação.

Entre documentários e animações, os curtas produzidos por universitários da ECA-USP, FAAP, Ufscar, Unicamp, Anhembi Morumbi entre outras, apresentaram situações cotidianas com as quais o público se identifica, ou inusitadas para reflexão. Temas sobre timidez, superstições, a luta contra o tempo e o esquecimento, descobertas do amor, o medo da morte… O Cinema em Curso mostrou a qualidade das produções universitárias. Em sua maioria, os curtas apresentaram produções bem dirigidas e belíssima fotografia. Poucos foram os que deixaram dúvida quanto a sua proposta. Surpreendeu-se quem pensou que a qualidade seria prejudicada pela pouca experiência dos jovens diretores. Pelo contrário, a mostra é uma oportunidade de visibilizar o trabalho dos recém-chegados ao trabalho cinematográfico.

As sessões da mostra, assim como o festival de curtas como um todo, acontecem até essa sexta-feira, 30 de agosto, no Espaço Itaú de Cinema, Centro Cultural de São Paulo, Museu da Imagem e do Som (MIS), Cine Olido, CineSesc, CineUSP e Cinemateca Brasileira. Ainda dá tempo de conferir!

Saiba mais do festival aqui.

Noites de kino: a regra é o improviso

A Kinoforum – entidade mantenedora do festival – organiza anualmente outro projeto com estudantes da sétima arte: as Noites de Kino. Em clima de gincana, escolas convidadas produzem curtas a partir de um tema ditado pela produção, em apenas 48 horas. O evento serve de trampolim aos futuros cineastas, além de exercitarem sua capacidade de improvisação – elemento chave na história do cinema tupiniquim. O tema deste ano foram cores do cartaz do festival – cada grupo recebeu uma.

Escondida na Vila Mariana, a Cinemateca Brasileira abrigou novamente as exibições, em uma cena incomum frente à crise institucional instaurada na casa desde o começo do ano: gente do lado de fora da sala. A equipe correu para organizar outra sessão, que aconteceu logo depois. Participaram do projeto universidades – entre elas o curso de Multimeios da PUC-SP –, quanto escolas e cursos livres.

Os curtas foram apresentados por ordem de chegada do material. Entre as falas dos alunos envolvidos, a palavra “desafio” era comum a todos. Em curtas universitários, ainda em um curtíssimo espaço de tempo, a qualidade dos curtas nem sempre vem junto à euforia pelo trabalho realizado. E talvez seja por isso que o projeto (assim como o festival como um todo) siga de pé a cada ano que passa.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s