Ex-líderes do movimento estudantil chileno se candidatam a eleições no Parlamento

Por: Bia Avila e Andressa Vilela

As manifestações dos estudantes no Chile balançaram o país em 2011. Cerca de 200 mil jovens participaram ativamente dos protestos de rua naquele ano, levantando questões fundamentais sobre o ensino superior no Chile e na América Latina. Do movimento, dois estudantes se destacaram e agora se lançaram em campanhas políticas para as eleições nacionais: Camila Vallejo e Giorgio Jackson disputam cargos legislativos no fim deste ano.

A principal questão levantada há dois anos foi a política neoliberal do governo em relação à educação, ou seja, o pouco incentivo estatal nas universidades e a crescente privatização do ensino superior – uma tendência que se mostra mundial. Camila e Jackson tornaram-se mundialmente famosos depois que foram a Europa para se reunir com representantes da OCDE, das Nações Unidas e do Parlamento Europeu para expor suas propostas sobre educação.

Ainda neste ano, o movimento dos estudantes se encontra fortalecido. A primeira marcha de 2013, realizada em abril, reuniu mais de 100 mil pessoas em Santiago, reforçando as mesmas propostas de 2011: uma educação pública gratuita e de qualidade.

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Camila Vallejo faz campanha nas ruas de Santiago. /Facebook

Eleita como “personagem do ano” em 2011 pelo jornal britânico “The Guardian”, Camila Vallejo é considerada a líder estudantil mais influente dos últimos anos. A militante do Partido Comunista está concorrendo na Câmara dos Deputados pela comuna de La Florida, bairro de Santiago onde cresceu.

Giorgio Jackson concorrerá na comuna central de Santiago e se apresenta como candidato pela Revolução Democrática, movimento político independente formado por ele e por outros dirigentes estudantis.

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Giorgio Jackson foi um dos principais líderes do movimento estudantil em 2011. /Facebook

Mesmo apresentados como alternativa política para os jovens, Jackson e Camila envolveram-se em polêmicas recentes. Os dois foram acusados de apoiar a ex-presidente Michelle Bachelet, muito criticada por não ter avançado na questão da educação durante sua gestão, entre 2006 e 2010. Os candidatos imediatamente desmentiram o boato e Camila afirmou desconfiar que o boato serviria para desestabilizar o movimento estudantil.

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