Ensaio para a paz

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O governo colombiano e as Farc já firmaram acordos sobre a questão agrária (Foto: documentário El Nombre de la Paz es Justicia: Voces de las FARC-EP)

Por Andressa Vilela e Bia Avila

Em novembro de 2012, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e o governo colombiano iniciaram um diálogo para tentar resolver o conflito entre as partes, que dura quase 50 anos e já deixou mais de 60 mil mortos. Em meio à 13ª rodada de negociações, o grupo guerrilheiro exige a criação de uma Comissão da Verdade para apurar as mortes.

Se criada, a Comissão seria extremamente positiva para o país como um todo, pois esclareceria questões que estão em aberto há muito tempo. Apesar das FARC terem declarado publicamente que também são responsáveis por parte das mortes causadas pelo embate, a autoria de muitos atentados foi atribuída à organização sem que houvesse alguma investigação conclusiva. A proposta, no entanto, provavelmente será barrada por afetar diretamente interesses de políticos colombianos e suscitar questões delicadas como a penetração dos EUA nos regimes da Colômbia.

Negociações

As conversas de paz entre a guerrilha e o governo estavam suspensas desde 2002. Dez anos depois, estas foram retomadas em Havana, Cuba, e conseguiram firmar um acordo acerca da questão agrária. Os próximos pontos a serem debatidos são participação política, fim do conflito armado, narcotráfico e direitos das vítimas. Por enquanto, o que foi decidido é mantido em sigilo. “Acredito que, justamente por perceberem que não tem mais um grande poder de fogo, as FARC decidiram negociar enquanto ainda têm algum poder de negociação” opina o jornalista José Arbex Jr, ex-editor da editoria Mundo da Folha de S.Paulo.

Parte da demora para firmar um acordo de paz se deve à relutância das Farc em confiar no governo colombiano. O M19, famosa guerrilha nos anos 70, chegou a entregar as armas em uma trégua e teve como resposta um massacre militar.

História do conflito

O movimento começou nos anos 50 como expressão da luta de camponeses contra os latifúndios colombianos que criavam uma situação de fome e miséria no campo. Só a partir de 1959, influenciados pela Revolução Cubana, esses camponeses passaram a adotar um discurso socialista. O grupo, então, se organizou como partido e movimento guerrilheiro e chegou a ocupar quase 40% do território colombiano.

Leia mais aqui

Documentário: El Nombre de la Paz es Justicia: Voces de las FARC-EP

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