DC e a polêmica do casamento de Batwoman

enhanced-buzz-28780-1378392904-7Homofobia nos quadrinhos?

 Por Isabelle Rumin e Priscila Bellini.

No começo de setembro a DC Comics se viu envolvida em uma polêmica depois que os dois roteiristas da série Batwoman, J.H. Williams III e W. Haden Blackman, se demitiram após editores proibirem a heroína Kathy Kane de se casar com a sua noiva, a policial de Gotham Maggie Sawyer.390px-Batwoman_Proposal

Em fevereiro, Batwoman teve o primeiro pedido de casamento lésbico da história dos quadrinhos, mas a editora resolveu não ir adiante com a trama. Os roteiristas  disseram-se surpreendidos por decisões de última hora depois de mais de um ano de planejamento. “Infelizmente, nos últimos meses, a DC nos pediu para alterar ou descartar completamente muitas histórias de uma forma que comprometeríamos a personagem e a série. Nós sempre entendemos que a personagem pertence à DC. Mas porque eles nos impedem de contar as melhores histórias que pudermos, nós decidimos deixar a publicação”, escreveram os roteiristas em um comunicado.

Depois da atitude dos editores, classificada como um ato homofóbico por muitos leitores, o editor-chefe da DC Dan DiDio afirmou que a decisão não é contra o casamento gay, mas que apenas considera que nenhum herói deve se casar. “Os heróis estão empenhados em defender as pessoas. É maravilhoso que eles tentem estabelecer vidas pessoais, mas também é importante que eles coloquem isso de lado, pois o papel de herói vem antes de tudo.” Mas, outros heróis, a exemplo de Superman e Louis Lane, da própria DC, mantiveram relacionamentos duradouros nos quadrinhos. Apesar das acusações, a editora se defende. Em uma atitude que pretende dissipar qualquer suspeita de homofobia, a DC contratou Marc Andreyko, homossexual assumido, como novo roteirista de Batwoman.

Ultimamente, algumas HQs têm abordado a questão da homossexualidade. Lanterna Verde causou polêmica ao revelar que o herói era gay em uma edição lançada no ano passado. A HQ Batwoman foi relançada em 2006 como uma história sobre Kate Kane, forçada a deixar a Academia Militar americana após a revelação de que ela era homossexual.  A publicação chegou a vencer prêmios de associações LGBT por sua abordagem de personagens homossexuais. Andreyko se diz “animado” para trabalhar com a personagem. Resta saber quais são os planos para o futuro da Batwoman.

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