Virada Esportiva toma conta de SP

Por Alan Felipe, Bruno Cavalcanti, Bruno Oliveira e Marcus Rönn

Você aguentaria 34 horas continuas de atividades esportivas? Pois é, foi isso que aconteceu em São Paulo, no último final de semana.

Diferentemente de 2007, quando surgiu, a Virada Esportiva promove hoje mais de duas mil atrações dos mais variados esportes, quase 5 vezes mais que na primeira edição. A intenção dos organizadores é incentivar o esporte na cidade. Por isso, eles espalham as mais diferentes modalidades esportivas por cerca de 200 locais característicos de São Paulo. Em virtude do sucesso que vem fazendo, o evento desse ano durou 34 horas, 10 horas a mais que nas outras vezes.

Os esportes atendiam a todos os gostos. Para aqueles que buscavam entretenimentos mais clássicos, bastava ir até a região da Brasilândia e jogar futebol e vôlei nas ruas do bairro Parque Tietê.  Mas se você for um apaixonado por esportes modernos, como o Streetball e o rugby, deveria ir até o Parque Villa Lobos e conferir as disputas que lá ocorreram. Caso quisesse fugir do calor do final de semana, poderia frequentar a represa de Guarapiranga e praticar beachvôlei, stand up paddle, wake skate ou ir até o Jabaquara e surfar no Clube Esportivo Vila Guarani. Isso sem contar que o Memorial da América Latina, um dos lugares mais belos de São Paulo, foi invadido por competições de skate, o Bossa Bol (uma arena inflável com cama elástica para jogos de voleibol e futevôlei) e praticantes de arco e flecha.

Campo de Rugby, no parque Villa Lobos. (Foto: site oficial do evento)

Campo de Rugby, no parque Villa Lobos. (Foto: site oficial do evento)

Não podemos nos esquecer do Largo do Arouche, que sediou o Game da Diversidade, voltado especialmente para o público LGBT e que teve competições de vôlei, queimada, futebol de salão, luta de contonetes, surf mecânico e torneio de dança, além de competições exclusivas pra Drag Quenns, como “arremesso de bolsa”, “Corrida de salto alto” e “Campeonato de bate cabelo”.

A editoria de esportes do blog “Corta Essa!” desembarcou na arena radical do Anhangabaú e conferimos suas atrações. Lá nos inscrevemos e recebemos duas pulseiras que nos davam direito a participar das atrações.

Tirolesa, a grande atração no Anhangabaú. (Foto: site oficial do evento)

Tirolesa, a grande atração no Anhangabaú. (Foto: site oficial do evento)

Então, quando fomos nos aventurar nos esportes verificamos alguns problemas na organização, mas nada que tirasse o brilho do evento.  A grande quantidade de participantes fez com que algumas pessoas trocassem para atrações com filas menores. Outro problema foi o metrô, que não funcionava 24 horas como na Virada Cultural, e isso impossibilitou os cidadãos de voltarem para casa no horário que desejassem. Os funcionários também não foram capacitados pelo governo para responder as dúvidas dos esportistas. Além disso, foram submetidos a jornadas exaustivas de trabalho. Em uma das filas que pegamos, Júnior Almeida, um dos jovens que estavam trabalhando nos confessou “vocês não vão acreditar, eu tô trabalhando aqui desde manhãzinha. É um trabalho cansativo demais e, além disso, não temos nenhum tempo de folga!”.

Foi assim que passamos por mais uma aventura esportiva na cidade de São Paulo, que, mesmo com falhas e problemas, nos surpreendeu bastante com suas ótimas atrações. Esperamos então, que esses deslizes na organização do evento não voltem a aparecer no ano que vem.

Agora, CORTA ESSA de sedentarismo e vamos treinar para que o ano que vem possa ser ainda melhor!

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