Brasil está defasado quanto a testes em animais

Por Thiago Munhoz

Pesquisas que utilizam bichos para fins científicos sempre foram um assunto polêmico, mas, após o ocorrido na Instituto Royal, ganhou mais destaque na mídia nacional. O caso mencionado despertou um questionamento quanto à utilização dos animais, fiscalização e validade dos procedimentos.

AVON

Utilização de beagles em teste de cosmético – fonte http://transparencianf.blogspot.com.br/2012/01/boicote-avon-e-loreal.html

Ainda não há restrições quanto ao uso de cobaias no Brasil, contudo testes validados sem seu manuseio são os mais indicados. Pela Lei nº 11.794, chamada Lei Arouca, é crime o uso de animais quando há alternativa. Contudo, hoje não existe um controle efetivo quanto à fiscalização desses procedimentos para que se desenvolva novos métodos pelas instituições, isso, pois no país não existe nenhum órgão regulador.

Em contrapartida, muitos países adotam as exigências da agência reguladora norte-americana Food and Drug Administration (FDA). Ela declara que todos os compostos farmacêuticos sejam testados no mínimo em duas espécies de animais, sendo alguma um não roedor. Políticas de retirada dos testes em animais também estão sendo tomadas, como na União Europeia e Israel, onde é proibido a comercialização de produtos cosméticos testados em animais. Nestes locais, já está vetado o uso dos bichos, ao contrário do caso brasileiro.

O questionamento é válido: mesmo legislados, esses testes valem a pena? De certo que muitos dos testes já realizados trouxeram desenvolvimento à ciência, contudo a prática é maléfica aos animais.

O neurocientista canadense Philip Low acredita que o ocorrido no Instituto Royal dá oportunidade ao Brasil de discutir quanto às políticas de proteção aos animais. Em seu texto “Declaração de Cambridge sobre a Consciência em Animais Humanos e Não Humanos”, Low reavalia a necessidade de se usar animais e técnicas invasivas já que os bichos não conseguem comunicar claramente seus estados internos.

Há a necessidade de utilizar e de viabilizar, como a própria constituição frisa, meios alternativos. Estes podem ser a modelagem biológica, modelagem computadorizada e método “in vitru”. A Universidade de São Paulo, por exemplo, está desenvolvendo um kit de pele reconstituída “in vitru” para que, com elas, façam os testes que seriam antes aplicados em animais.

O tema, como já dito, está presente nos grandes veículos mídiaticos, tanto brasileiros como exteriores. Aqui vão algumas das repercussões na esfera pública desde o início de 2013:



http://serveg.blogspot.com.br/2012/04/mulher-e-utilizada-em-testes-de.html

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