“Sair sem os animais? Jamais!”

Por Thiago Munhoz

O título é uma fala de um ativista a Rede Record sobre o ocorrido no mês de agosto no Instituto Royal, um centro de referencia nacional para pesquisas farmacêuticas. Cerca de 120 ativistas protestaram durante o dia (17/10), quinta-feira, no portão do laboratório da empresa, localizado na cidade de São Roque, São Paulo, alegando que os animais mantidos para testes sofriam maus-tratos. O movimento começou a ganhar peso ao final da noite, o que teria intimidado os representantes do instituto e os feito analisar a possibilidade de transportarem os animais para outro ambiente ou sacrificá-los. Sabendo dessas possibilidades, os ativistas invadiram o local durante a madrugada da sexta-feira, 18, e encontraram animais em péssimas condições. O grupo, que esteve acorrentado na porta do laboratório como forma de protesto, libertou 178 cachorros da raça beagle e mais sete coelhos.

Imagem

Imagem veiculada pelo grupo de ativistas no Facebook

O resgate dos cães não foi organizado previamente, mas postagens dos ativistas na internet chamaram atenção de militantes das causas animais. Durante a invasão, mais manifestantes tentavam chegar ao laboratório, mas policiais fecharam as vias de acesso ao Instituto, o que causou conflito em alguns pontos da estrada.

Representantes do Instituto Royal logo se pronunciaram e afirmaram que os métodos utilizados nas pesquisas estavam dentro das normas e exigências da Anvisa. O diretor cientifico da empresa, João Antônio Pegas Henrique, afirmou em declaração que as ação de maus-tratos são falácias. “Aqui nossos animais não sentem dor. Não é feito nenhum tipo de teste com crueldade”. O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) ainda afirmou em nota que o Instituto Royal tem permissão legal para o uso de animais em pesquisas cientificas. Contudo, quanto ao estado do laboratório na noite da invasão, fotos amadoras tiradas por ativistas apresentam o local em péssimas condições para os bichos testados.

Quanto aos animais levados, os ativistas criaram uma página online no Facebook com o intuito de adotarem os cachorros socorridos. A empresa quer os cães de volta e conseguiu na justiça meios para isso. Em teoria, caso um animal seja identificado – uma vez que possuem chips – autoridades devem ser contatadas.

Motivada pelo caso, a Câmara dos Deputados criou uma comissão, coordenada por Protógenes Queiroz – deputado do PCdoB-SP- cujo objetivo é verificar o que ocorreu, analisar indícios de maus-tratos e averiguar a implantação de recursos públicos no instituto. Membros da Frente Parlamentar de Defesa dos Animais da Câmara querem em paralelo instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito com o intuito de apurar os crimes contra os animais.

A seguir, respectivamente, a Declaração de Silvia Ortiz, representante do Instituto Royal; e a cobertura da Rede Record do resgate dos beagles:

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