Salvem os Orixás!

Vinicius, conhecido por muitos como “o branco mais preto do Brasil”, mostrou várias facetas durante sua vida. Existia um Vinicius galanteador, esperto, conquistador e apaixonado, mas também existia um Vinicius que vestia cultura. Cultura Afro. E é esse segundo Vinicius que mostrou a beleza do Candomblé para o Brasil. Assim, AfroSambas.

Em 1966, o poetinha resolveu lançar seu disco AfroSambas, onde canta a peculiaridade do Candomblé, mostrando a espiritualidade na religião. O álbum, que contava com a participação de Badden Powell, continha músicas que falavam, em sua maioria, sobre Orixás, misturando as batidas dos atabaques do Candomblé, agogôs, pandeiros, com o Samba brasileiro. Divulgando seu CD em época que a religião sofria com os preconceitos, Vinicius, com muita coragem, se expôs, fazendo uma grande homenagem a todos os seus Orixás, transformando seu álbum em um “quase” ritual.

Com os 100 anos do poetinha, uma bela homenagem para Vinicius foi preparada. Os AfroSampas – Releituras Urbanas, se juntou para interpretar o disco que Vinicius produziu em 1966. Criolo, Juçara Marçal, Kika e Marcelo Pretto, pegaram os microfones para cantar a belíssima interpretação do álbum de Vinicius. Resgatando o sentimento da música, o público do Sesc Vila Mariana aplaudia muito a cada fim de música.

Kiko Dinucci, membros do Bixiga 70 e Metá Metá, trnasoformaram o teatro do Sesc Vila Mariana em um grande transe, com toque de psicodelia misturados com a beleza da obra de Vincius. Uma das maiores experiências muscais recentes, o show desfilava a cultura do Candomblé como Vinicius queria, interpretaram e construíram uma obra prima. Assim como falta palavras para descrever Vincius, falta palavras pra descrever o show que Os AfroSampas apresentaram.

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AfroSampas se apresentam no Sesc Vila Mariana

Quando Criolo subiu ao palco a apoteose musical do show aparece. “Canto de Ossanha”, “Canto de Xangô” e “Zambi” foram as canções interpretadas pelo rapper, que também possui grande afinidade com a religião, vide a música Mariô, composta por ele e Kiko Dinucci.

A obra de Vinicius sempre estará na memória de todos. Sempre será resgatada pelos AfroSampas – Releituras Urbanas, que conseguiram transmitir o que Vinicius gostaria. Parabéns, AfroSampas. Viva Vinicius. Axé!

Agradecimento ao Sesc Vila Mariana por viabilizar a cobertura do Show.

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